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Afrodite

Autor:- deconhecido

É   que  estou  triste, logo  não  mais   sorriu.
E   por   ter  sido   atingido  como  outrora  fui,
Senti o perigo, tornando sólidas brisas antigas.
E se felicidade não mais inspiro ou expiro .
É por ter acabado o último fio de lembrança dos momentos tenros.
E terem se alastrado por corpo e mente
Todos os fracassos que permaneciam latentes.
Como fogo que se apaga ao consumir os últimos suspiros de oxigênio,
Deito-me nas ondas dos meus pensamentos,
Embalado por soluços e lágrimas
Vejo, a grandiosa fonte de calor se extinguir e ressuscitar,
Em angustiante espera pelo que não me pode revelar.
Como um olho de vidro, percebo tudo com indiferença
E aqueles que me cercam e se apegam acabam se ferindo,
Pois, vida no seio de um amigo não mais encontram.
E como criminoso por crime não definido
Procuro as respostas para tanta tormenta:
Amor onde perpendiculares se tocam
Ou culpa do fogo que não consegue queimar,
Água que não aprendeu a molhar, vento incapaz de soprar.
Castigado por melancolias, suspiro cúpido por tuas carícias
E o olhar despido de fantasias enche-se de esperanças
Em se tornar o cupido  de quem nunca demonstrou por
Mim o conhecimento de Afrodite.